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o sublime nevoeiro

Outubro foi o mês de criar e trazer a público um projecto que há muito ocupava o imaginário dos seus protagonistas. Já aqui havíamos dito que A Fog Machine e outros poemas para o teu regresso é o resultado do desafio que Nuno Aroso lançou a um conjunto de criadores para que se lhe juntassem na materialização de uma ideia que vinha a desenvolver havia já algum tempo. E às vezes é preciso mesmo um certo tempo para que as mais belas ideias se concretizem em algo tão sublime como o espectáculo a que assistimos a 22 de Outubro, no Teatro Aveirense.

Depois de uma primeira semana de residência no Auditório da Junta de Freguesia de Santa Joana e de quase outro tanto no palco do Teatro Aveirense, Nuno Aroso, João Reis e Pedro Fonseca chegaram muito para lá do que sugeria o texto inédito de Gonçalo M. Tavares ou a música de Martín Bauer, Arturo Fuentes, João Pedro Oliveira e Lei Liang, criando um objecto vivo, dinâmico, mágico, mesmo, que não temos dúvidas em afirmar que cativou a generosa plateia presente.

A 28 de Outubro, com algumas nuances que demonstram a constante busca de perfeição dos artistas, foi a vez de Coimbra receber A Fog Machine (no Convento São Francisco), que em Dezembro estará no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, antes de se preparar para uma mais longa jornada, em 2022.

Vale a pena ler ainda as reflexões de Nuno Aroso e João Reis a propósito desta criação conjunta, tão empolgante que convida o imaginário a saltar para outros voos.

© Francisco Ferreira

[30. Outubro. 2021]

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