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“a fluidez das formas musicais”

PFerreiradeCastro

Paulo Ferreira de Castro é o convidado desta semana de Música no Museu (29 de Janeiro | Museu Arte Nova | 21h30).

O Museu Arte Nova tem revivido o espírito musical da época com as sessões de Música no Museu que, desde 15 de Janeiro, têm sido dedicadas a esse período.
Decorridas as duas primeiras sessões com Jorge Castro Ribeiro e Manuel Deniz Silva, esta quinta-feira a Arte no Tempo traz a Aveiro o musicólogo Paulo Ferreira de Castro para uma noite em que, mais do que o contexto em que surge, será a própria música a protagonista do momento.

“A Arte Nova e a fluidez das formas musicais”
Expondo uma “análise comparativa das gramáticas formais da Arte Nova e da música do ‘fim de século’ europeu, com vista a evidenciar paralelos e convergências entre os universos visual e sonoro”, Paulo Ferreira de Castro dará “especial atenção às linguagens musicais de compositores como Fauré e Debussy, bem como aos reflexos dessas linguagens entre os compositores portugueses da época, com destaque para Francisco de Lacerda, Luís de Freitas Branco e António Fragoso.”

PFerreiradeCastroInvestigador em musicologia e professor universitário, Paulo Ferreira de Castro ensina desde 1984 no Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Do seu vastíssimo currículo em que não faltam prémios de investigação, destaque-se um notável trabalho na área da programação cultural, nomeadamente à frente do Teatro Nacional de São Carlos, de que foi Director Artístico, de 1992 a 2000, acumulando o cargo com as funções de Administrador e Director. Nesse contexto, criou, em 1998, o Festival Internacional de Músicas Contemporâneas de Lisboa, “Música em Novembro”, evento de extraordinária importância que não foge à regra que dita que, na área da cultura, os projectos com padrões de exigência mais elevados acabam por ter uma existência efémera.
Paulo Ferreira de Castro, estudou Piano, Canto e Composição em Portugal, antes de se formar em Musicologia na Universidade de Estrasburgo, e de se especializar nas áreas da Dramaturgia e Encenação de Ópera, concluiu o Mestrado em Estudos de Ópera na Universidade de Leeds (Reino Unido) o Doutoramento pela Universidade de Londres (Royal Holloway College), com uma tese sobre música e linguagem baseada na filosofia de Wittgenstein.  
Chave da programação das sessões dedicadas à Música em Portugal no contexto da Arte Nova, Rosário Pestana conclui o ciclo na próxima semana (5 de Fevereiro) abordando a “Arte Musical no quadro da esfera pública e associativa”.

[a partir do texto que será publicado no Diário de Aveiro de 29 de Janeiro de 2015]

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