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Varèse no MAN

Varese

O Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian (CMACG) e a Arte no Tempo celebram Edgard Varèse a 26 de Fevereiro, no Museu Arte Nova (Aveiro).

VareseO homenageado é Varèse, mas o Museu Arte Nova encher-se-á esta sexta-feira de música com 4 a 8 séculos. E não há nisto contradição alguma.

Depois de uma primeira sessão decorrida no dia em que se assinalava o cinquentenário da morte do compositor Edgard Varèse (Paris, 22.12. 1883 – Nova Iorque, 06.11.1965), o Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian (CMACG) sai, esta sexta-feira, para o Museu Arte Nova, para um recital-conferência da responsabilidade do Doutor Pedro Bento- coordenador do Departamento Curricular de Ciências Musicais e do Ciclo de Homenagem a Edgard Varèse, que se prolonga por seis meses. O recital conta com a participação de alunos e docentes, e ainda de colaboradores externos, entre os quais alguns ex-alunos do CMACG.

A vida e obra de Varèse, enquanto criador singular e muito à frente do seu tempo, foram evocadas por Pedro Bento na sessão de abertura do ciclo. Esta noite, o mesmo orador apresenta-nos uma faceta menos divulgada do artista. Nas palavras do conferencista: «o nome de Edgard Varèse é imediatamente associado a uma escrita inovadora e revolucionária, mas menos conhecido é o seu papel como director coral e divulgador da chamada música antiga– em particular das obras modernas que ultrapassaram os cânones do seu tempo. À frente de grupos como o Greater New York Choir, que fundou e dirigiu na década de 1940, Varèse procurou divulgar a música de compositores como Palestrina, Schütz ou Buxtehude, mas o seu interesse pela música antiga vem já dos seus anos de formação em Paris.»

O propósito do ciclo de homenagem, que se estende até Maio, é o de alertar para a importância da figura deste visionário que, discretamente, foi abrindo novos caminhos na exploração do mundo dos sons. Com o programa da sessão desta semana, a que se deu o título de “Música Moderna dos séculos XVI e XVII”, pretende-se revisitar algumas das obras que Varèse costumava dirigir, sendo interpretadas obras de Pérotin, Victoria, Buxtehude e Schutz.

O evento, com início marcado para as 21h30, terá lugar no piso superior do Museu Arte Nova (com acesso pela Praça do Peixe, pelo pátio da Casa de Chá) e é de entrada livre.

A próxima sessão do ciclo decorrerá em Abril, no CMACG, versando obras que, de uma forma ou outra, surgiram sob a influência de Edgard Varèse.

[a partir do texto que será publicado no Diário de Aveiro de 26 de Fevereiro de 2016]

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