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André e. Teodósio: da música para o teatro

Esta quinta-feira, André e. Teodósio vem a Aveiro no âmbito do ciclo ‘Música e Teatro‘, ao mesmo tempo que a Orquestra XXI inicia a sua 6ª digressão em Viseu.

Esta semana são novamente o teatro e a música as áreas em destaque no Museu Arte Nova (quinta-feira, 21 de Abril). No âmbito do projecto Omnia Mutantur e das respectivas sessões de ‘Música no Museu’, a Arte no Tempo prepara-se para receber o actor e encenador André e. Teodósio (Lisboa, 1977). Ao mesmo tempo, no Festival da Primavera (Viseu), a Orquestra XXI (projecto que reúne os músicos portugueses residentes no estrangeiro e que é, desde a sua criação, representado pela Arte no Tempo) inicia a sua 6ª digressão, que a levará na sexta-feira a Alcobaça e, no sábado, aos Dias da Música em Belém.

Depois de na semana passada ter sido magistralmente inaugurado com João Martins a abrir generosamente uma luminosa janela para o mundo do seu trabalho criativo na companhia de teatro Visões Úteis, o ciclo ‘Música e Teatro’ traz-nos hoje uma outra figura de relevo que, à semelhança do primeiro, iniciou na música o seu percurso artístico, encontrando no teatro um espaço para crescer profissionalmente. Os seus caminhos são, contudo, diferentes. André e. Teodósio encontrava-se a preparar um percurso de flautista, na Escola Superior de Música de Lisboa, quando descobriu o teatro.

Fundador da companhia Teatro Praga, colaborador assíduo da Cão Solteiro e da Casa Conveniente, André e. Teodósio estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional e nas Escolas Superiores de Música de Lisboa e de Teatro e Cinema, tendo feito várias formações na Fundação Calouste Gulbenkian. Para além do trabalho que tem desenvolvido com a Teatro Praga, encenou diversos espectáculos- como Três mulheres, de Sylvia Plath, Diário de um louco, de Nikolai Gogol e, em co-criação com José Maria Vieira Mendes e André Godinho, Super-Gorila e Supernova. Encenou as óperas Metanoite, de João Madureira, Outro Fim, de António Pinho Vargas, Blue Monday, de George Gershwin e Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini.

Co-autor do bailado Perda Preciosa da Companhia Nacional de Bailado (que recebeu o prémio de melhor espectáculo de dança pela Sociedade Portuguesa de Autores), Teodósio foi nomeado pelo Jornal Expresso como um dos 100 portugueses mais influentes de 2012. As suas criações têm sido apresentadas em diversos palcos em Portugal e no estrangeiro.

O ciclo ‘Música e Teatro’ estende-se até 5 de Maio mas, antes de anunciar a próxima sessão, haverá ainda oportunidade de visitar o Museu Arte Nova no dia em que se assinalará o quarto centenário da morte de William Shakespeare (sábado, 23 de Abril), com a ante-estreia dum projecto que cruza teatro e música.

Tal como habitualmente, a sessão é às 21h30 e a entrada para o Museu Arte Nova será feita pelo Largo da Praça do Peixe.

[a partir do texto a publicar no Diário de Aveiro de 21 de Abril de 2016]

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