O ano começou devagar, com a sessão “Que música ouvimos?” a ter lugar já na segunda quinzena de Janeiro. Mas a espera foi bem recompensada, pois Pedro Almeida contagiou todos os presentes com a sua paixão pelos Rückert Lieder, de Gustav Mahler (1860 – 1911). E, melhor do que ouvir alguém a falar apaixonadamente sobre música, só mesmo ouvir a própria música. A interpretação que o convidado da sessão escolheu foi a do barítono Siegfried Lorenz, com Günther Herbig a dirigir a Sinfónica de Berlim. A resposta de Ana Cancela veio de França: o quarto dos 4 Chants pour franchir le seuil, de Gérard Grisey (1946 – 1998).




José António Christo, director do museu, apresentou a peça do mês, um “tabuleiro conventual, de decoração floral popular e traço simples e ingénuo, que terá sido, possivelmente, realizado pelas freiras Carmelitas de Aveiro”, uma peça que poderia muito bem ter sido usada com a doçaria conventual que habitualmente pontua o chá das nossas sessões de escuta partilhada.
Seguiu-se a breve residência artística no Teatro Aveirense para a criação do espectáculo a poesia das pequenas coisas, que em Dezembro haveremos de estrear no mesmo espaço.
A grande novidade do mês foi o primeiro encontro internacional de programadores de música contemporânea Pensar a música hoje, criado em colaboração com o Projecto DME. Com início no dia 30 de Janeiro, no espaço Lisboa Incomum, e com algumas ausências a lamentar, este primeiro encontro foi possível graças a um apoio à internacionalização da Direcção-Geral das Artes e contou com a participação de Johan Tallgren (Time of Music, FI), Eva Maria Müller (Klangspuren Schwaz, AT), Ramón Souto (Vertixe Sonora, ES), Anna Berit Asp Christensen (Spor Festival), Sandro Gorli (festival Rondó / Divertimento Ensemble, Itália) e, ainda, Enrique Muñoz e Alejandro Moreno (Asociación Madrileña de Compositores, ES).


[03.02.2026]