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Analogias musicais, com Ana Cancela

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Com Schönberg e Kandinsky, Ana Cancela abre esta semana o ciclo de Música no Museu dedicado à associação da música a diferentes áreas.

musicaeoutrasareas bannersiteANTA Arte no Tempo regressa esta quinta-feira ao Museu Arte Nova (Aveiro) para mais um conjunto de sessões de Música no Museu (quinta-feiras, 21h30).

O ciclo, que se estende até ao final do mês de Março, é dedicado ao encontro da música com áreas como a pintura, a arquitectura e a filosofia.

A pianista Ana Cancela, que no ano passado trouxe a Aveiro um arejado enquadramento da obra Pierrot Lunaire de Arnold Schönberg (1874 – 1951), regressa hoje com uma proposta de convergência entre a música deste compositor e o trabalho pictórico de Wassily Kandinsky (1866 – 1944).

“O cruzamento ideológico a que se assiste entre as artes plásticas e a arte musical transparece uma influência recíproca e uma procura de ideais semelhantes. Músicos e pintores participam nos mesmos movimentos e projetos culturais, em que desenvolvem linhas de pensamento que estão na origem da criação artística. Surge um interesse crescente dos pintores pelo universo musical, que coincide com o nascimento da abstracção pictórica. A música, arte abstracta por excelência, vai criar um fascínio no seio dos artistas plásticos, pela sua imaterialidade e liberdade de expressão, levando a uma procura e partilha de pontos de convergência entre as duas manifestações artísticas.”

Ana Cancela, que mais recentemente se tem dedicado especialmente ao estudo da História da Arte, defende que “o primeiro ponto de encontro foi estabelecido por Wassily Kandinsky, ao considerar a música como a arte que melhor expressa a identidade espiritual do homem e a abstracção das sua emoções. O desenvolvimento desta ideia culminou com o encontro com o compositor Arnold Schönberg, durante a apresentação em concerto da primeira peça atonal da História da Música, as Três Peças para piano op. 11.”

Traçando um percurso da abstracção pictórica em paralelo com o desenvolvimento da atonalidade musical, Ana Cancela apresenta Schönberg e Kandinsky como principais protagonistas de ambas as manifestações.

Na próxima semana, conta-se novamente com a presença de Ana Cancela para uma associação da música a arquitecturas efémeras, seguindo-se três sessões dedicadas a uma abordagem filosófica da criação musical com os compositores Elder Oliveira e João Quinteiro e a pianista Ana Freijo (os dois últimos, Mestres em Estética).

A entrada para o Auditório do Museu Arte Nova é feita, à noite, pelo acesso à Casa de Chá, na Praça do Peixe.

[a partir do texto que será publicado no Diário de Aveiro de 26 de Fevereiro de 2015]

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