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João Casimiro Almeida em Castelo Branco

João Casimiro Almeida vai estrear uma obra para piano e electrónica de Bernardo Lima, no próximo dia 12 de Maio.

O pianista do ars ad hoc apresentar-se-á em recital no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, com um programa que inclui música dos séculos XIX a XXI.

Composta em 2020, por encomenda da Arte no Tempo financiada pela Direcção Geral das Artes, para o recital de João Casimiro Almeida e Ricardo Carvalho nos 3os Reencontros de Música Contemporânea, Ace2, para piano e electrónica, terá em Castelo Branco a sua estreia absoluta.

Bernardo Lima explica que «Ace2 é a enzima que conhecida por ser a “fechadura” deste vírus, um receptor. É também uma possível explicação para o facto do vírus afectar de forma mais grave as pessoas mais velhas.»

«Com a ideia de receptor criei um elemento “estranho” – o teclado midi, que funcionará como uma extensão do piano, mas com intervalos microtonais.
A utilização do teclado midi também permite o lançamento das 2 faixas de electrónica ao longo da obra, que simulam um organismo.» O compositor refere ainda que «os motivos da obra estão baseados na representação gráfica de DNA e RNA e foram criados com base nas 3 “Figurações” de Filipe Pires (flauta; piano; 2 pianos).»

A segunda obra em programa é Palais de Mari [1986], de Morton Feldman (1926-87). Para João Casimiro de Almeida, Palais de Mari é uma viagem auditiva pelos sons do piano, que nos conduz numa imagem mental do antigo palácio mesopotâmico de Mari (Síria), em que cada som representa a relação com a nossa imaginação.

Agendado para as 18h00, com entrada livre sujeita à lotação da sala, o recital culmina com a majestosa última sonata para piano de Beethoven (1770-1827), a Sonata op. 111 [1821-22].

[4.Maio.2021]

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