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Fevereiro 2026

Foi logo no dia 1 que o ars ad hoc se apresentou com o seu concerto de Inverno no Auditório de Serralves.
Desta vez, como é sabido, entre o público encontrava-se um conjunto de programadores convidados, que escutaram um programa composto por López López (Três peças breves para dois violinos, de 1997), Kurtág (Hommage a Christian Wolf, Hommage a Petrovics e Hommage à Farkas Ferenc – evocação de Petruska, de Jatekok III, mas também Officium breve, in memoriam Andreae Szervánszky, Op. 28), a estreia nacional de fast darkness III: Moonwords [2022], de Chaya Czernowin, e mais uma interpretação de a [2024], Pedro Berardinelli.

📷 André Delhaye / Fundação de Serralves

Mais para o final do mês (uma semana depois do previsto), tratámos de saber que música ouve Cândida Colaço Monteiro e as suas escolhas foram variadas.
Depois de ouvir um pouco de história sobre uma iluminura, narrada por José António Christo, chegou o momento de conhecer a convidada e de escutar a versão para coro a 4 vozes de uma canção de amor popular siciliana que Luciano Berio dedicou a Umberto Eco, em 2002 – E si fussi pisci, mas também a interpretação de Alfred Brendel da transcrição para piano que Busoni fez do hino “Nun komm, der Heiden Heiland” BWV 659, e a interpretação de Peter Rundel e do Remix Ensemble de Dog / Meat, de Frank Zappa. A conversa seguiu como as cerejas, de que a convidada tanto gosta, e a música foi suficientemente recente (e diversificada!), pelo que a proposta de escuta da Arte no Tempo acabou por ficar para outra altura.

Finalmente, foi publicado o episódio 46 do podcast Vortex Temporum protagonizado pela sueca Maling Bång (1974), compositora residente e membro fundador do agrupamento Curious Chamber Players (CCP), que ensina regularmente em academias na Suécia e no estrangeiro e, desde o Outono de 2018, é professora sénior no departamento de composição da Academia de Música e Teatro de Gotemburgo.

[05.03.2026]