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Álvaro Salazar

Compositor, maestro, professor e crítico musical, Álvaro Salazar (Porto, 1938) iniciou os estudos musicais no Porto, prosseguindo-os no Conservatório Nacional de Lisboa. Em 1962 licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, ingressando mais tarde na carreira diplomática, que veio a abandonar em 1972, para se dedicar exclusivamente à música. Teve como mestres, no estrangeiro, Gilbert Amy (Análise) e Hans Swarowsky e Pierre Dervaux (Direcção de Orquestra). Na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou em Paris o Groupe de Recherches Musicales. Nas provas finais do Curso de Direcção na École Normale de Paris, foi-lhe concedida, por unanimidade, a mais alta classificação. Como chefe de orquestra actuou à frente das principais orquestras portuguesas e ainda em Espanha, Colômbia, França, Alemanha e Itália.
Foi professor na Escola de Música do Conservatório Nacional e nas Escolas Superiores de Música do Porto e de Lisboa.
Em 1978, fundou a Oficina Musical, grupo dedicado ao estudo e divulgação da música do Séc. XX, do qual é ainda director artístico.
Pelos serviços prestados à cultura musical, foi distinguido com a Medalha de Mérito (Ouro) da Câmara Municipal do Porto e o Prémio Almada do Instituto das Artes Ministério da Cultura.
A Cooperativa Árvore, do Porto, prestou-lhe uma homenagem em sessão pública e a Sociedade Portuguesa de Autores, no âmbito das celebrações do 80º aniversário, atribuiu-lhe a Medalha de Honra da Sociedade.
Das suas obras, destacam-se o trabalho orquestral Glosa e Fanfarra sobre uma Fantasia de António Carreira, o ciclo Intermezzi, para várias formações solo ou  camarísticas, ou o notável Quarteto de Cordas dedicado a Fernando Lopes Graça.
As Edições do Atelier de Composição dedicaram-lhe um número na colecção de livros Compositores Portugueses Contemporâneos.

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