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Arnold Schönberg

Caso paradigmático de auto-didactismo nos estudos musicais, Arnold Schönberg (Viena, 1874 – Los Angeles, 1951) foi dos mais importantes compositores e teóricos de todos os tempos. Iniciando-se, desde cedo, com pequenas experiências na composição, o próprio compositor advogava que Óscar Adler (violinista), David Bach (linguista, filósofo e matemático) e Alexander von Zemlinsky (compositor) eram os três responsáveis pela sua primeira instrução musical e literária. Depois de uma fase inicial, caracterizada por uma expansão da linguagem tonal vigente, e em que pontificam obras da maior importância como o admirável sexteto de cordas – Noite transfigurada (1899), o poema sinfónico Pelléas e Mélisande (1903), ou a Sinfonia de Câmara (1906), Schönberg passa por obras de magistral importância na sua produção (Pierrot Lunaire, de 1912), até que se aproxima definitivamente da atonalidade (ou “tonalidade suspensa”, como o próprio preferia), que o leva a desenvolver o sistema dodecafónico que surge, pela primeira vez no seu trabalho composicional, na Valsa, das suas Cinco peças para piano, Op. 23 (1920-1923). Sistema tão importante quanto ainda hoje por muitos odiado, marcou indelevelmente não só os seus directos alunos, mas também todas as gerações seguintes. Com a tomada do Poder pelos Nazis, Schönberg vê-se forçado a abandonar Berlim, exilando-se primeiramente em França e depois, definitivamente, nos Estados Unidos, onde viria a desenvolver uma actividade académica de relevo.

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