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Leoš Janáček

Primeiramente aluno do mestre de capela Pavel Krizkovsky, de Brno, Leoš Janáček (Hukvaldy, 1854 – Ostrava, 1928) prossegue estudos oficiais na Escola de Órgão da capital da Boémia, onde estudou com Frantisek Skuhersky e, mais tarde, no Conservatório de Leipzig (1879) e no de Viena (1880).
Já instalado em Brno, fundará uma Escola de Órgão. Reconhecido pelo seu notável trabalho na escrita operática, é precisamente com Jenufa, a sua mais afamada produção no género, que chama as atenções dos meios musicais europeus. Notabilizado, igualmente, pelo seu estudo das melodias da fala: “…quando alguém me dirigia a palavra, podia acontecer que não compreendesse o que me dizia; mas a cadência dos sons! Adivinhava imediatamente o que se passava no seu espírito: sabia o que sentia, compreendia perfeitamente se estava, por exemplo, agitado, ou se, no fundo da sua alma, chorava.”
Com um catálogo que compreende todos os géneros musicais, são de particular relevo, para nomear apenas algumas das obras mais importantes do compositor, Taras Bulba (1918), a Sinfonietta (1926), a peça Nas Brumas (1912) – presente na programação dos Reencontros de Música Contemporânea 2017), o Conto para violoncelo e piano (1910), o Concertino para piano e orquestra de câmara (1925), os Quartetos de Cordas, ou ainda o Diário de um Desaparecido (1919), obra emblemática e de característica marcantes na sua produção.

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