
João Dias (Oliveira de Azeméis, 1986), percussionista, é licenciado e mestre pela ESMAE (Porto), na classe de Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso. Em 2016, iniciou o Doutoramento em Artes Musicais, na variante de Prática Instrumental, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Enquanto intérprete, desde 2004 tem dedicado grande parte do seu tempo ao Drumming Grupo de Percussão (DGP) – grupo fundado em 1999 que, desde então, se tem afirmado como um dos mais importantes colectivos do género, vocacionado para a música contemporânea – onde tem um papel activo enquanto intérprete e mediador na colaboração com compositores na criação de novas obras para o grupo, tendo estreado dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades. Com o DGP participou na gravação de oito CDs monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, participando em mais três não assinados pelo grupo. Integrou a European Union Youth Orchestra (2006-2009), onde trabalhou com Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (London Philharmonic Orchestra).
Como solista, desenvolveu, em 2016, o projecto a solo inteiramente dedicado à música nacional “Caixa Eléctrica”, que serve também como motor de disseminação da música portuguesa para percussão solo dentro e fora do país, como foi o caso de uma das suas apresentações no Darmstädter Ferienkurse 2018.
No mesmo ano, obteve apoio do Criatório (plataforma de apoio à criação artística da Câmara Municipal do Porto) para criar o projecto a solo “DiRE-SoNo: Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço”, direccionado para a criação de nova música que envolve em mediação um colectivo de cinco compositores com o performer.
Supernova Ensemble é um dos seus projectos mais recentes, do qual é director artístico juntamente com o compositor José Alberto Gomes, onde desempenha também o papel de intérprete. Supernova é um projecto que incuba no programa de artista em residência da Circular – Associação Cultural e foi criado para ir ao encontro de uma comunidade internacional dedicada à música inovadora em contextos performativos, de Sound Art e New Media, com grande foco no trabalho de colaboração, sendo composto por artistas de formações e orientações diversas.
Mais recente ainda é PaceD é, duo de percussão que mantém com o percussionista João Carlos Pacheco.
Tem vindo a desenvolver vários outros projectos e colaborações, como o trabalho que desenvolveu enquanto artista residente do projeto COPRAXIS Ectopia no i3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde), onde desenvolveu, juntamente com o artista José Alberto Gomes, um trabalho de exploração e criação entre arte e ciência, mais especificamente com o grupo Epithelial Polarity & Cell Division do investigador e group leader Eurico Morais de Sá, de onde resultou a obra/instalação “And it keeps going or the never-ending song of life”.
É investigador do GIMC – Grupo de Investigação em Música Contemporânea do CESEM, onde dedica particular interesse à mediação/colaboração entre compositor e intérprete na criação de nova música para percussão. É também membro do Sond’Ar-te Electric Ensemble e colabora com o Remix Ensemble Casa da Música, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e Orquestra Gulbenkian, entre outros. É docente na Universidade de Aveiro e na Universidade do Minho.
[última actualização: 2025]