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Nadar Ensemble

Desde a sua fundação, em 2006, o agrupamento flamengo Nadar tornou-se presença assídua no circuito nacional e internacional da nova música. Como é frequente nesta geração de agrupamentos de nova música, começou como um grupo de músicos com gostos semelhantes, unidos pela paixão comum pela música contemporânea, mais especificamente pelo desenvolvimento de correntes inovadoras. No entanto, Nadar é tudo menos um conjunto institucionalizado pronto para executar qualquer obra contemporânea que um produtor lhe sugira, nem se preocupa demasiado com o repertório do século anterior. Tomando o nome do pseudónimo do autor, caricaturista e pioneiro da fotografia Gaspard-Félix Tournachon (1820-1910), tem uma atitude deliberadamente independente que partilha com o artista cujo nome tomou. A sua missão artística destaca com firmeza as actuais correntes musicais, visando posições estéticas específicas, envolvendo formas de concerto alternativas, electrónica e particularmente multimédia.
Seja teatral, multimédia ou outra, o Nadar coloca a performance no centro da sua prática artística, desenvolvendo a sua afinidade com a vanguarda em combinação com configurações dramatúrgicas, estratégias ou conceitos que potenciam diferentes experiências do público. Preferencialmente, tal acontece em colaboração com compositores que já exploram tais estratégias na sua obra, como Steen-Andersen, Prins ou Beil.
De certa forma, o Nadar apresenta um modelo para o século 21 do que pode ser um agrupamento da nova música: não uma orquestra em miniatura para servir os desejos de qualquer produtor ou compositor, mas um activo parceiro artístico com uma visão estética reconhecível, encapsulada numa identidade colectiva partilhada que assume conjuntamente a responsabilidade por essa missão artística.

(Maarten Beirens, 2018)

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