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Omnia Mutantur

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Este projecto partiu da nossa vontade de possibilitar o contacto com a música do nosso tempo, fruto duma atitude honesta e consciente do contexto em que o criador se encontra e daquilo que o precedeu.
“Omnia Mutantur, nihil interit” [tudo muda, nada perece] é o título duma obra do compositor Emmanuel Nunes (1941-2012), que recorre à obra Metamorfoses, de Ovídio. Para além de associarmos o título “Omnia Mutantur” à nossa intenção, encontrámos nele uma modesta forma de homenagear este compositor que, no nosso entendimento, sempre nos incutiu a necessidade de reconhecer o nosso lugar no presente, cientes do passado.
O projecto que nos propusemos apresentar teve como objectivo principal motivar para a escuta do repertório dos séculos XX e XXI, num contexto de associação com a grande tradição que o precede, pretendendo-se ainda proporcionar ao público um contacto mais próximo com os compositores, intérpretes e musicólogos que fazem a música do nosso tempo. Para tal, realizámos sessões de audição de música erudita, com uma contextualização verbal simples, com periodicidade semanal e duração aproximada de uma hora, organizadas em ciclos temáticos com a duração média de um mês.
Privilegiando-se a audição de música, o objectivo desta breve contextualização (histórica, sociológica ou estilística) foi o de fornecer referências que pudessem proporcionar uma escuta informada no estabelecimento de relações com o conteúdo musical com o qual se toma contacto.
As sessões decorreram semanalmente à quarta-feira, às 21h30, no Salão Nobre do Parque de Exposições de Aveiro, em Maio e Junho de 2013, sob a denominação de “Música no Parque“. Em Setembro do mesmo ano, as 4as com música mudaram-se para o Museu Arte Nova (Aveiro), local em que passaram a realizar-se às 21h00, assumindo a designação de “Música no Museu”.
Em Fevereiro de 2014, a Arte no Tempo assumiu o compromisso de desenvolver um novo conjunto de sessões de periodicidade mensal na cidade da Guarda, nas instalações do Conservatório de Música de S. José, mantendo alguma relação temática com os ciclos apresentados em Aveiro.
“Música no Museu” prosseguiu em 2014/15, passando para a quinta-feira (21h30), continuando a ocupar o espaço do Auditório do Museu Arte Nova.
Na temporada de 2016/17, as sessões passaram a ter uma periodicidade mensal e passaram a adoptar o nome de ciclo das quintas, já que passou a ser esse o dia em a Arte no Tempo vinha a público. Foi a última temporada de um projecto de que guardamos muito boas memórias, temporada em que apresentámos um terceiro momento de “compositores na primeira pessoa”.

MÚSICA NO PARQUE
• Música e Texto
• A classe de Messiaen

MÚSICA NO MUSEU
• Emmanuel Nunes
• Arte Nova (I)
• Música espectral
• Quartetos de cordas
• Arte Nova (II)
• Viena XX/XXI
• Compositores portugueses na 1ª pessoa (I)
• Música e Cinema
• Compositores na 1ª pessoa (II)
• Música em Portugal no contexto da Arte Nova (I)
• Música e outras áreas
• Novas Músicas
• Música e Teatro
• Música em Portugal no contexto da Arte Nova (II)

CÍRCULO DAS QUINTAS
• Compositores na 1ª pessoa (III)