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	<title>rmc2017 &#8211; Arte no Tempo</title>
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		<title>Ricardo Carvalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 13:46:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ricardo Carvalho (Aveiro, 1999) iniciou os seus estudos musicais aos 6 anos de idade, ingressando dois anos depois no Conservatório de Música de Aveiro Calouste&#8230;]]></description>
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<figure class="alignleft is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2019/09/RicardoCarvalho-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3936" style="width:342px;height:512px" width="342" height="512" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2019/09/RicardoCarvalho-1-683x1024.jpg 683w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2019/09/RicardoCarvalho-1-200x300.jpg 200w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2019/09/RicardoCarvalho-1-768x1152.jpg 768w" sizes="(max-width: 342px) 100vw, 342px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ricardo Carvalho</strong> (Aveiro, 1999) iniciou os seus estudos musicais aos 6 anos de idade, ingressando dois anos depois no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, onde terminou o 8º grau na classe da professora Ana Maria Ribeiro. Foi laureado em concursos como Gilberta Paiva (2015), na categoria de Música de Câmara &#8211; 1º lugar; Concurso Interno do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian (2015) &#8211; 1º lugar (tocando a solo com a Orquestra das Beiras); Prémio Jovens Músicos (2016), na categoria de Música de Câmara &#8211; 3º lugar; Concurso Nacional “Paços’ Premium” (2016) &#8211; 2º lugar; Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro “Terras de La Sallete” (2017) &#8211; 1º lugar; Concurso de Interpretação do Estoril (2018) &#8211; 3º lugar.<br>Desde muito cedo, adquiriu um especial interesse pela música orquestral, tendo sido seleccionado para a Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música (2015 e 2016) e para a Jovem Orquestra Portuguesa (2015), tendo participado nos “Dias da Música” (2015 e 2016), no Festival de Verão no Kongress Palais Kassel (2015) e no “Festival Young Euro Classic”, na Konzerthaus Berlin (2015).<br>Teve oportunidade de colaborar com diversas orquestras e agrupamentos, como Ensemble de Música de Aveiro (EMA), Art’ Orchestra Ensemble, Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra XXI, Orchestre de Chambre de Lyon, Orchestre National de Lyon, Orchestre Symphonique Rhône-Alpes e Orchestre de l’Opéra National de Lyon, sob a direção de maestros como Pedro Andrade, Ernst Schelle, José Eduardo Gomes, Paulo Martins, Pedro Carneiro, Osvaldo Ferreira, Dinis Sousa, Péter Csaba, Eliahu Inbal, Mikko Frank, Juanjo Mena, Fabrice Pierre, Philippe Cambreling, Laurent Pillot e Daniele Rustioni.<br>Trabalhou com diversos professores e flautistas em várias masterclasses, entre os quais Angelina Rodrigues, Marta Gonçalves, Paulo Barros, Paolo Taballione, Jean-Louis Beaumadier, Michel Bellavance, Sarah Newbold, Rachel Brown, Felix Rengli e Adriana Ferreira.<br>Concluiu a licenciatura no Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Lyon, na classe dos professores Julien Beaudiment, Emmanuelle Réville e Giles Cottin, e o mestrado na Haute École de Musique de Lausanne, com José-Daniel Castellon, Loïc Schneider e Sandra Latour.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(última actualização: Agosto de 2023)</p>
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		<title>Henri Pousseur</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/henri-pousseur.jpeg" alt="" class="wp-image-4867" width="296" height="303" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/henri-pousseur.jpeg 585w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/henri-pousseur-293x300.jpeg 293w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/henri-pousseur-45x45.jpeg 45w" sizes="(max-width: 296px) 100vw, 296px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Henri Pousseur (Malmedy, 1929 &#8211; Bruxelas, 2009) estudou no Conservatório de Liége com Pierre Froidebise e André Souris, professores que o iniciaram na música de Webern. Trava conhecimento com Boulez e com Stockhausen que lhe proporciona a oportunidade de trabalhar no Estúdio de Colónia, enquanto participa regularmente nos cursos de verão de Darmstadt. Destacando-se da sua produção desta altura, as obras Séismogrammes, Symphonies à quinze solistes e o Quinteto à memória de Webern, Scambi (para fita magnética), que produziu no Estúdio de sonologia de Milão. <br>Funda, em Bruxelas, o seu próprio estúdio, em 1958. Marcado pelo serialismo pós-weberniano, trabalha no sentido de um alargamento da sua técnica serial com integração da música do passado. Foi professor na Universidasde de Buffalo (1966-1968) e fundou o Centro de pesquisas musical na Valónia (1970), com Pierre Bartholomée e Philippe Boesmans. Foi nomeado director do Conservatória de Liège, em 1975, e dirigiu o Instituto de Pedagogia Musical, em Paris.<br>Foi ainda Compositor Residente na Universidade da Louvaina, de 1993 a 1998. A partir do seu próprio trabalho composicional, desenvolveu uma intensa actividade teórica, do mais alto relevo.<br>A sua obra está publicada na Universal Edition (Viena), e na Suvini Zerboni (Milão). O seu espólio foi depositado na Fundação Sacher, na Basileia.</p>
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		<title>Friedhelm Döhl</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Friedhelm Döhl (Göttingen, 7. Julho. 1936 &#8211; 25. Setembro. 2018) estudou Composição com Wolfgang Fortner e Piano com Carl Seemann, na Hochschule für Musik, de&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/doehl-Foto-Benjamin-Grütter.jpg" alt="" class="wp-image-4918" width="314" height="234" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/doehl-Foto-Benjamin-Grütter.jpg 720w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/doehl-Foto-Benjamin-Grütter-300x224.jpg 300w" sizes="(max-width: 314px) 100vw, 314px" /><figcaption>© Benjamin Grütter</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Friedhelm Döhl (Göttingen, 7. Julho. 1936 &#8211; 25. Setembro. 2018) estudou Composição com Wolfgang Fortner e Piano com Carl Seemann, na Hochschule für Musik, de Friburgo. Frequentou igualmente cursos de Musicologia, assim como de Filologia Germânica, Artes, História e Filosofia, doutorando-se em 1966, com uma tese sobre Anton Webern. Foi professor no Conservatório Robert Schumann Dusseldorf, onde fundou o Estúdio para a Nova Música e leccionou ainda no Instituto de Musicologia da Universidade Aberta de Berlim, onde foi membro do departamento de Nova Musica Berlim. Em 1974, foi nomeado director da Academia de Música de Basileia, lugar que manteve até 1982 – período durante o qual foram fundados os estúdios de música electrónica, música extra-europeia e para música e teatro na instituição. <br>Com uma produção que perpassa todos os efectivos instrumentais, dedica-se regularmente à vertente electroacústica e tem desenvolvido trabalho na promoção da música contemporânea. Foi presidente da secção alemã da Sociedade Internacional para a Música Contemporânea e promoveu a fundação do Ensemble Modern. Foi professor de Composição na Musikhochschule de Lubeque, acumulando o cargo de director da instituição em 1991. Na mesma cidade iniciou o reconhecido Festival Brahms. <br>Foi director artístico da série de concertos Musica Viva/Encounters, em Reinbek, assim como o NDR Festival ‘The New Factory’, em Lubeque.</p>
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		<title>João Pais</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Pais (Lisboa, 1976) estudou composição e música electrónica em Lisboa, Londres e Friburgo. Participou em seminários de composição com Emmanuel Nunes e Salvatore Sciarrino,&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JoãoPais-935x1024.jpg" alt="" class="wp-image-5172" width="253" height="277" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JoãoPais-935x1024.jpg 935w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JoãoPais-274x300.jpg 274w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JoãoPais-768x841.jpg 768w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JoãoPais.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">João Pais (Lisboa, 1976) estudou composição e música electrónica em Lisboa, Londres e Friburgo. Participou em seminários de composição com Emmanuel Nunes e Salvatore Sciarrino, entre outros (Paris, Darmstadt, Szombathély) e de direcção coral. Estudou direcção coral com José Robert.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juntamente com os seus colegas Diana Ferreira e Luís Antunes Pena, fundou e dirigiu entre 1997 e 2001 o festival Jornadas Nova Música, em Aveiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Alberto C. Bernal e Enrique Tomás desenvolveu o projecto Endphase, focando os temas da improvisação e música conceptual com meios electrónicos, apresentando-se na Europa, Ásia e América do Sul. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2010 e 2012, Pais foi o curador da série de performance BodyControlled no espaço LEAP (Berlim). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pais criou e desenvolve o software <a href="https://jmmmp.github.io/clicktracker/">Click Tracker</a>, destinado a apoiar a execução, estudo e composição de música contemporânea, bem como a biblioteca jmmmp para Pure Data. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde há vários anos, Pais desenvolve o seu trabalho como copista profissional, dedicando-se principalmente à edição de música contemporânea. Trabalha para editoras como Editions Wilhelm Hansen, Chester Music, Suvini Zerboni, Tre Media, Ricordi Durand e Peters, tal como para vários compositores e ensembles de renome. Actualmente Pais trabalha para a notengrafik berlin, onde dirige a produção de obras de nova música.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(última actualização: 2021)</p>
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		<title>Helmut Bieler</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Compositor e pianista, Helmut Bieler (Gersfeld, 7. Junho. 1940 &#8211; Rimsting, 11. Janeiro. 2019) estudou Composição, Piano e Formação Musical na Academia de Música de&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/Helmut_Bieler.jpg" alt="" class="wp-image-4878" width="257" height="193" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/Helmut_Bieler.jpg 420w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/Helmut_Bieler-300x224.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /><figcaption>DR</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Compositor e pianista, Helmut Bieler (Gersfeld, 7. Junho. 1940 &#8211; Rimsting, 11. Janeiro. 2019) estudou Composição, Piano e Formação Musical na Academia de Música de Munique. Foi professor na Universidade de Bayreuth, ocupando-se igualmente da direcção do coro da mesma instituição. Fundador do agrupamento Musica Viva (Bayreuth), foi também o promotor da série de concertos &#8220;Time for New Music&#8221;, que dirigiu juntamente com o Wolfram Graf.<br>Detentor de várias distinções (Prémio Cultura da Cidade de Nuremberg, Prémio Cultura da cidade de Bayreuth e Prémio Baur Friedrich da Academia Bávara de Belas Artes), o seu trabalho como compositor abarcou todosos géneros, do solístico ao orquestral, com particular interesse pela composição vocal, de onde se destacam as suas óperas <em>Stolen Life</em> e <em>Memorando para um sino grave</em>. <br>Escreveu para a Pocket Opera Nürnberg.</p>
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		<title>Filipe Pires</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Compositor, pianista e musicógrafo, Filipe Pires (Lisboa, 1934 &#8211; Porto, 2015) concluiu os estudos musicais no Conservatório Nacional em Piano e Composição (onde foi discípulo&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-719x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4943" width="254" height="361" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-719x1024.jpg 719w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-211x300.jpg 211w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-768x1094.jpg 768w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-1078x1536.jpg 1078w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-1438x2048.jpg 1438w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/PIRES_filipe-scaled.jpg 1797w" sizes="auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Compositor, pianista e musicógrafo, Filipe Pires (Lisboa, 1934 &#8211; Porto, 2015) concluiu os estudos musicais no Conservatório Nacional em Piano e Composição (onde foi discípulo de Artur Santos, Lúcio Mendes e Croner de Vasconcellos), encetando, numa primeira fase, uma notável carreira como pianista (digressões por Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica e Dinamarca), ao mesmo tempo que aperfeiçoa os seus estudos na Academia de Música e Teatro de Hamburgo. <br>Paulatinamente, abandona a carreira de intérprete, em favor de dedicação à criação musical. Crítico musical na imprensa, conferencista e orientador de cursos vários de análise, frequentou os afamados encontros de Darmstadt (Boulez, Stockhausen), estudou composição dodecafónica em Berlim e, mais tarde, nos carismáticos estúdios de música electrónica parisienses, música concreta com o não menos carismático Pierre Schaeffer. De entremeio, foi professor do Conservatório de Música do Porto (ocupando o lugar deixado por Cláudio Carneyro, de quem foi biógrafo), no seu congénere lisboeta (do qual foi director) foi membro da Comissão Instaladora da Escola Superior de Música do Porto, onde leccionou até à sua aposentação. Foi, ainda, presidente da Juventude Musical Portuguesa, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e director artístico da Orquestra Nacional do Porto e realizou funções de Especialista de Música no Secretariado Internacional da UNESCO, em Paris, com missões oficiais na Europa, África e América Latina, numa tarefa que lhe viria a proporcionar um vasto contacto com outras culturas musicais, que muito lhe serviram de inspiraram a várias obras que à época concretizou. Pela importância e excelência do seu trabalho, foi galardoado com o Prémio Almada do Instituto das Artes e com a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores. <br>Faleceu a 8 de Fevereiro de 2015, no Porto, cidade que tomou como sua durante grande parte da sua vida. As Edições do Atelier de Composição lançam, nos Reencontros de Música Contemporânea 2017, um volume sobre a sua obra, na colecção de livros Compositores Portugueses Contemporâneos.</p>
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		<title>Constança Capdeville</title>
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					<description><![CDATA[Radicada em Portugal desde a infância, foi em Lisboa que Constança Capdeville (Barcelona, 1937 &#8211; Caxias, 1992) fez a sua formação, tendo estudado Piano e&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-1024x614.jpg" alt="" class="wp-image-4974" width="259" height="154" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-1024x614.jpg 1024w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-300x180.jpg 300w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-768x461.jpg 768w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-1536x922.jpg 1536w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CONSTANCA_1-2048x1229.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Radicada em Portugal desde a infância, foi em Lisboa que Constança Capdeville (Barcelona, 1937 &#8211; Caxias, 1992) fez a sua formação, tendo estudado Piano e Composição no Conservatório Nacional. Contactou, mais tarde, no estrangeiro, com Halfter, Stockhausen, Globokar e outros. Desde praticamente o início da sua carreira, dividiu a sua actividade por diversos campos: ensino, interpretação (piano e percussão), composição e organização e criação de espectáculos musico-teatrais.<br>Para além da sua colaboração regular com o Ballet Gulbenkian e com a Companhia Nacional de Bailado, foi autora de música de cena para diversas obras teatrais e de música para filmes. Colaborou também na série televisiva <em>Binário</em>, como compositora, directora musical e autora dos guiões. Em 1985, fundou o grupo de teatro/música ColecViva, que dirigiu e com o qual manteve uma actividade permanente, criando espectáculos e organizando seminários sobre teatro musical. Em 1988 fundou, com António de Sousa Dias, o grupo Opus Sic e, no mesmo ano, passou a integrar e dirigir, com Manuel Cintra, o projecto artístico Palavras por Dentro. Integrou regularmente júris de concursos nacionais e internacionais de Composição e Interpretação.<br>Desempenhou funções docentes no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. Foi galardoada com a Medalha de Mérito Cultural pela Organização Permanente para o Dia Mundial da Música (SEC). Foi também membro da direcção do Conselho Português da Música. As suas obras, marcadas por uma utilização criativa e esclarecida das novas técnicas, são ouvidas regularmente em Festivais e Encontros de Música Contemporânea nacionais e internacionais. Faleceu em Caxias a 4 de Fevereiro de 1992. (Nota biográfica retirada do programa dos 17<sup>os</sup> EGMC).</p>
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		<title>Clotilde Rosa</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 16:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Clotilde Rosa (Lisboa, 11. Maio. 1930 – 24. Novembro. 2017), compositora e harpista, estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, onde, depois de completar o curso&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4981" width="426" height="283" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato-1024x683.jpg 1024w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato-300x200.jpg 300w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato-768x512.jpg 768w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato-1536x1025.jpg 1536w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/CLOTILDE_-©nacarato.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px" /><figcaption>© Bruno Nacarato / Atelier de Composição</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Clotilde Rosa (Lisboa, 11. Maio. 1930 – 24. Novembro. 2017), compositora e harpista, estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, onde, depois de completar o curso de piano, começou a aprender harpa, instrumento de que faria carreira. Com bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian e do governo holandês, prosseguiu estudos em harpa particularmente, com Phia Berghout, em Amesterdão.<br>Desde cedo colaboradora assídua de Jorge Peixinho, integrou, desde a sua formação, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Foi professora, primeiramente de Análise e Técnicas de Composição, depois de Harpa, na mesma instituição em que se formou, sendo a responsável da introdução, pela primeira vez em Portugal, da música contemporânea no programa curricular desse instrumento. Incentivada por Jorge Peixinho, inicia trabalho em composição, colaborando na obra colectiva <em>In-con-subsequência</em>. <br>Desde 1976, em que escreve a sua obra <em>Encontro</em>, assume-se como compositora. Nas suas próprias palavras, Clotilde Rosa diz: “Iniciei o meu trabalho de composição com uma linguagem não serial, utilizando acordes não consonantes, fragmentos melódicos e <em>clusters</em>. Fui seguindo com séries de doze sons, séries de harmónicos e outros materiais, empregando, embora sem rigidez, as técnicas do serialismo como meio de disciplina. Criei três acordes de quatro sons perfazendo, também deste modo, o total dos doze sons, empregando-os frequentemente de forma a constituir uma harmonia que se tornou peculiar ao longo da minha produção. Concebi pequenas células, muitas delas de apenas dois ou três sons que fui ramificando e aumentando em estilo imitativo. Como motor de desenvolvimento estrutural utilizei quase sempre as técnicas seriais. Muitas das minhas obras têm sido trabalhadas de forma contrapontística. Também tenho elaborado texturas, como um tecido musical, sobre o qual outros elementos vão aparecendo. O minimalismo repetitivo está presente em algumas das minhas obras que têm fragmentos aleatórios. Actualmente não obedeço a nenhum código estabelecido, utilizando de uma forma livre uma simbiose de todas as técnicas que usei anteriormente.”</p>
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		<title>Jaime Reis</title>
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					<description><![CDATA[Jaime Reis (Coimbra, 1983) iniciou os estudou musicais com António Tilly (5 &#8211; 12 anos de idade), prosseguindo-os no Conservatório de Música de Seia (12-17&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JaimeReis.jpg" alt="" class="wp-image-5147" width="198" height="198" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JaimeReis.jpg 500w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JaimeReis-300x300.jpg 300w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JaimeReis-150x150.jpg 150w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/JaimeReis-45x45.jpg 45w" sizes="auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Jaime Reis (Coimbra, 1983) iniciou os estudou musicais com António Tilly (5 &#8211; 12 anos de idade), prosseguindo-os no Conservatório de Música de Seia (12-17 anos). Entre os 17 e os 22 anos frequentou a Universidade de Aveiro onde concluiu a Licenciatura em Ensino de Música (Composição), recebeu três bolsas de mérito e estudou com João Pedro Oliveira. Entre os 22 e os 24 anos, frequentou o curso de doutoramento em Ciências Sociais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Aos 24 anos iniciou o doutoramento em Ciências Musicais  (FCSH-UNL) orientado pelos professores Salwa Castelo-Branco e Emmanuel Nunes, cujos seminários de composição frequentou regularmente desde 2003, a par de outros cursos, nomeadamente, com Karlheinz Stockhausen. <br>Aos 19 anos organizou o seu primeiro festival: Dni Muzyki Portugalskiej w Krakowie, posteriormente designado Festival DME (Dias de Música Electroacústica). <br>Tem proferido conferências e cursos em instituições como: Universidade de Woosuk – Coreia do Sul, Keio University &#8211; Tóquio, Uni. de Manila, Iloilo, Mindanao (e.o. nas Filipinas) SciencesPo &#8211; Le Havre, USP, UNICAMP, UFBA, UDESC, UFMG (e.o. no Brasil), Hochschule für Musik Franz Liszt Weimar, Cursos Stockhausen 2009 – Kürten, 42. Darmstadt Internationale Ferienkurse für Neue Musik, International Summer School of Systematic Musicology. <br>É investigador no INET-md. Tem leccionado em escolas como a ESART, Instuto Piaget, FCSH-UNL, EMNSC e Conservatório de Música de Seia, onde também integra a direcção pedagógica. Tem recebido encomendas de entidades como Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Grupo Síntese, Duo Contracello, Borealis ensemble, UFT/INATEL, Festival Primavera, Logos Foundation (Belgium) e F.L.S.I. (Paris), entre outras. <br>É professor na Escola Superior de Música de Lisboa.<br><a href="http://jaimereis.pt/">jaimereis.pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">(última actualização: 2022)</p>
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		<title>Charles Boone</title>
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					<description><![CDATA[Charles Boone (Cleveland, 1940) estudou em San Francisco (State College), na University of South Califórnia e, mais tarde, na Akademie für Musik und Darstellende Kunste,&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©-1024x890.jpg" alt="" class="wp-image-4987" width="299" height="259" srcset="https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©-1024x890.jpg 1024w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©-300x261.jpg 300w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©-768x668.jpg 768w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©-1536x1335.jpg 1536w, https://artenotempo.pt/wp/wp-content/uploads/2020/04/BOONE_-©.jpg 1784w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Charles Boone (Cleveland, 1940) estudou em San Francisco (State College), na University of South Califórnia e, mais tarde, na Akademie für Musik und Darstellende Kunste, em Viena, salientando-se na sua formação os professores Karl Schiske, Adolph Weiss e Ernst Krenek.<br>Professor associado do San Francisco Art Institue, leccionou cursos de história e de estúdio que relacionam som e música com diferentes formas de arte. Agraciado com diversas distinções (de que destacam as três referentes ao National Endowment for the Arts Commissions), foi artista residente, por dois anos, na Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), em Berlim. As suas obras foram apresentadas por reputadas orquestras, como a Sinfónica de S. Francisco, a Sinfónica de Chicago ou a Filarmónica de los Angeles, assim como por vários festivais em Berlim ou em Avignon, a partir de trabalhos com maestros de nomeada como Seiji Ozawa, Edo de Waart, Michael Tilson Thomas, Phyllis Bryn-Julson, Jan Williams, Bertram Turetzky, ou Karl Kohn. Autor com escritos publicados, artigos vários podem ser encontrados, a título de exemplo, no San Francisco Examiner, no Oakland Tribune, no Arts and Architecture e na Threepenny Review.</p>
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