Música em Portugal no Contexto da Arte Nova (II)

Publicado em Omnia Mutantur

ArteNovaPortugal16

série III | 2o ciclo | Junho de 2016

 
Museu Arte Nova
5as feiras | 21h30

02 Junho | Manuel Deniz Silva

A dissolução da Associação dos Professores de Música de Lisboa, em 1905, deixou a classe musical portuguesa numa situação de particular fragilidade, num momento em que as suas actividades profissionais se encontravam em plena expansão, nomeadamente com a multiplicação de orquestras e grupos musicais nos cafés, animatógrafos, termas, casinos e music-halls. Confrontada com precárias condições de trabalho e baixos salários, a classe dos músicos procurou reorganizar-se em 1909, criando a Associação de Classe dos Músicos Portugueses (ACMP). Abordaremos, nesta apresentação, algumas das acções reivindicativas desenvolvidas pela ACMP, com um particular destaque para a greve dos músicos do teatro ligeiro em 1919, assim como a sua relação com o movimento sindical e com as organizações congéneres noutros países. Discutiremos ainda alguns dos elementos do debate que atravessou a classe durante esse período sobre a ideia de valor na definição do trabalho musical, tanto em termos artísticos como económicos. 

09 Junho | Rosário Pestana

Em Portugal, na viragem do século XIX para o século XX, instituíram-se grupos que se apresentaram a cantar em público em eventos cívicos. Estes grupos foram designados “orfeões”, um termo novo no léxico da língua portuguesa cuja grafia — “orphéon” e “orfeón” — testemunha a sua origem francesa e espanhola. Enquanto associação, o orfeão desenvolveu iniciativas com impacto na comunidade local e promoveu actividades para os sócios, ocasionalmente apresentadas ao público, nomeadamente nos referidos eventos cívicos. Esta nova prática social urbana surgiu contextualizada pela cidadania moderna, caracterizada pela participação dos cidadãos na vida pública das comunidades a que pertencem.
O estudo apresenta resultados de uma investigação realizada no âmbito do projeto “’A música no meio’: o canto em coro no contexto do orfeonismo (1880-2012)”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

16 Junho | sessão de encerramento da temporada


Por motivos de força maior, a última sessão do ciclo não contará com a participação de Maria José Artiaga.
A Arte no Tempo reserva uma surpresa para essa que será a última noite da temporada de 2015/16.

 

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