ciclo de homenagem a Edgard Varèse

Publicado em Co-produções

CicloVarese

ciclo realizado no Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian (CMACG) e no Museu Arte Nova, sob proposta do coordenador do Departamento de Ciências Musicais do CMACG, Pedro Bento.

 

 

 

 

 

 

Com início a 6 de Novembro de 2015, o ciclo de homenagem a Edgard Varèse (Paris, 22. Dezembro. 1883 - Nova Iorque, 06. Novembro. 1965) terá sido a primeira actividade que a Arte no Tempo realizou sob proposta externa. Indo o projecto ao encontro da nossa vontade de divulgar a música que precede os nossos dias, envolvendo jovens em formação e a comunidade escolar num contexto mais abrangente de comunidade, foi imediata a sua aceitação, estando a programação da mesma totalmente a cargo do seu coordenador, Pedro Bento.

 

[em actualização]

 

O nome de Edgard Varèse é imediatamente associado a uma escrita inovadora e revolucionária. Menos conhecido é o seu papel como director coral e divulgador da chamada «música antiga» – em particular das obras «modernas» que ultrapassaram os cânones do seu tempo. À frente de grupos como o Greater New York Choir, que fundou e dirigiu na década de 1940, Varèse procurou divulgar a música de compositores como Palestrina, Schütz ou Buxtehude, mas o seu interesse pela música antiga vem já dos seus anos de formação em Paris.
Este recital-conferência apresenta algumas das obras que Varèse costumava dirigir, interpretadas por alunos, docentes e ex-alunos do Conservatório, a par de algumas colaborações externas. [P. B.]

 

Para além da sua produção como compositor, Edgard Varèse destacou-se no panorama da música do século XX pela sua interacção com músicos como André Jolivet, seu aluno, Olivier Messiaen, responsável pela divulgação da sua música aos jovens compositores do pós-guerra, ou Heitor Villa-Lobos, que conheceu em Paris por volta de 1930. Este recital apresenta obras destes compositores, enquadradas no contexto da ligação de cada um deles a Varèse. [P. B.]

 

Varèse compôs aquela que é possivelmente a obra mais icónica do século vinte ao nível da espacialização sonora: o Poème Electronique, produzido em fita magnética para ser difundido através de cerca de 350 altifalantes no Pavilhão Philips da Exposição Universal de Bruxelas, em 1958. No entanto, a ideia de explorar a dimensão 'espaço' está presente em outras obras e projectos, bem com o no seu pensamento em geral. [P. B.]

 

Com a apresentação de obras de Edgard Varèse por alunos e docentes do Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian encerra-se este ciclo de actividades de homenagem ao compositor que, mais do que a sua música, nos deixou como legado novas maneiras de pensar o som.

 

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