O regresso de Virgílio Melo, com Henrique Portovedo

Escrito por Diana Ferreira ligado . Publicado em Blog AnT

Amanhã, a encerrar o ciclo Compositores na primeira pessoa (II), Virgílio Melo volta a Aveiro para apresentar quatro obras para formações diversas, com a colaboração especial de Henrique Portovedo.

banner site AnTCompositoresNo Museu Arte Nova, o compositor Virgílio Melo guiar-nos-á pela sua obra musical, partilhando algumas ideias sobre as obras que nos dará a escutar: gravações de A tre (para 3 clarinetes), Embalos (para orquestra) e Circuitus (para 2 flautas e electrónica), a que se seguirá a interpretação do saxofonista Henrique Portovedo de Tratto tratto (para saxofone barítono).

Personalidade um tanto controversa, indubitavelmente respeitada pelo seu elevado valor intelectual e artístico, para além de compositor Virgílio Melo (Lisboa, 1961) define-se também como musicógrafo e professor, deixando uma marca indelével no pensamento de todos quantos com ele se cruzam ao longo da sua formação.

Após estudar violino e composição no Conservatório Nacional de Lisboa, Virgílio Melo estudou em Paris e Colónia com o compositor Emmanuel Nunes, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Obteve o Diploma de Composição, por unanimidade, na Ecole Normale de Musique de Paris, o Primeiro Prémio de Estética do Conservatoire Supérieur de Musique de Paris e o Segundo Prémio de Música Electrónica no Conservatoire Royal de Musique de Liège (Bélgica), tendo ainda frequentado o Curso de Técnico de Som no Institut des Arts de Diffusion em Louvain-la-Neuve (Bélgica).

A sua música tem sido tocada em diversos países europeus.
 Enquanto musicógrafo, colaborou com diversos textos tanto para publicações especializadas, como para outras de carácter mais generalista, nomeadamente no jornal Público, nas revistas Colóquio/Artes e Arte Musical, assim como na colecção ‘Compositores Portugueses Contemporâneos’, entre vários outros.

Virgílio Melo ensinou em variadas instituições, de que se destacam o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e a Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (Porto).

É com este convidado, que no norte do país realiza regularmente sessões de audição comentada, que a Arte no Tempo termina hoje mais um ciclo, despedindo-se até ao início de 2015, altura em que regressará ao Museu Arte Nova com um novo conjunto de excelentes oradores que abordarão a ‘Música em Portugal no contexto da Arte Nova’. ...Sempre à quinta-feira, às 21h30.

[a partir do texto que a publicar na edição de 20.Novembro.2014 do Diário de Aveiro]